Embala-me, embala-me,
E canta-me cantigas,
Cantigas antigas de embalar meninos.
- Que a tua voz seja um cântico
Onde a minha alma descanse
E alcance os seus destinos.
Que tenha sonhos brancos e suaves,
Aves roçando leve o meu sonhar
Embalando breve, junto a ti, sonhando.
- Ó noite velha, sem estrelas e sem lua,
Nua e tua sinto bem minha alma
Na calma de um lugar agónico e brando.
E canta, canta, meu amor, encanta
Com essa tua voz sonhada e benta,
E lenta, lenta, meu amor, tão lenta.
- Deixa correr a vida! Que importa a vida,
Se no ponto da partida
No teu canto o meu anseio se atormenta!?
António Sousa Freitas
Por Flora Figueiredo

Em 1994, fui convidada por uma editora a escrever um livro de poemas sobre as estações do ano em São Paulo.
Aceitei o desafio com grande prazer, apesar de saber que em São Paulo, as estações são indisciplinadas e irreverentes.
Elas conseguem desorganizar o calendário das probabilidades. Como poetas não costumam seguir convenções, me apaixonei pela ideia e escrevi
Estações, recém-lançado pela Editora Novo Século.
Tive o privilégio de ter o prefácio do saudoso Josué Montello, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras e recebi o aplauso de críticos, poetas e leitores.
Desse livro, escolhi os poemas sobre os Ipês , já que neste inverno essas árvores vieram com força total, intensas, frondosas, abusadamente lindas.
Minha preferência recai sobre os amarelos, lembrança do tempo em que a Avenida Paulista era enfeitada por eles.
queria escrever poesias chorar de alegria ,uma sensação de coisa inacabada na boca , alguma coisa de deveria fazer e não fiz : uma certa melancolia uma tristeza disfarçada de euforia , estou assistindo um filme escrevendo nessa droga de agenda que eu não sei por eu quis ganhar..........VERA LUCIA
............sou uma gota que escorre livre pelo rosto e só sossega quando encontra sua boca
Campaínhas
Se estiver no campo e colocar uma campaínha na orelha, conseguirá ouvir a sua música. De acordo com a lenda, estas flores apareceram com o tinir dos coches que passavam nos carreiros.
Alguns botânicos dividem as campaínhas em 300 espécies. A mais conhecida é a campânula, uma flor em forma de sino e folhas redondas.
Existem pessoas que chamam outros nomes a esta flor, tais como: "tagarela", "sino", " Flor de Adão", "chaleira", "pomba", "pandeireta", " chave" e até "sabão silvestre".
De Junho a Setembro há muitas campaínhas a florescerem nos campos da Federação Russa. Contudo, encontram-se na fronteira onde há destruição e por isso necessitam de protecção. Por este motivo não colha campaínhas silvestres!
Outrora o céu repreendeu o campo de milho. Exclamou o céu :" Tudo o que vive na Terra consagra-me louvores. Os pássaros com o seu chilrear, as flores dão-me a sua fragrância e cor, as florestas sussurram-me as suas histórias fantásticas e só tu não me demonstras qualquer tipo de gratidão. E encho de água as tuas raízes para que possas amadurecer." E o campo de milho respondeu:" Eu só consigo expressar a minha gratidão desta forma. Diz-me como te poderei agradecer e cobrir-te-ei de carícias."
O Céu concordou e disse:" se não consegues chegar até mim, então eu iluminar-te-ei." E o milagre aconteceu. Centenas de flores azuis magníficas, semelhantes à cor do céu, começaram a crescer. Desde então, as plantas de colheita curvam-se perante o céu e perante as centáureas azuis com a sua gentil brisa.
O nome genérico desta flor é "centáurea".
O nome descende da criatura mítica Centauro, que curou as feridas feitas por Héracles, com a seiva da centáurea.
Na Roma antiga a centáurea era chamada de "Cyan" que significa azul. Estas flores têm este nome em honra do jovem de olhos azuis, que colheu as flores para fazer diademas e coroas de flores.
A centáurea azul chegou até nós através de dados de civilizações antigas. Na época da escavação do túmulo de Tutankhamon foram encontrados muitos tesouros. Mas a coroa de flores feita de centáureas azuis provocou um choque cultural aos arqueólogos; as flores murcharam, mas a sua forma manteve-se. Poderiam ser as flores favoritas do Faraó e a sua mulher trouxe-lhe as flores como despedida.
Mas a centáurea azul tem os seus segredos; um deles é a propagação das sementes, que conseguem mover-se. A semente é macia e luzia, semelhante à forma da semente de centeio e no topo possui uma poupa com frisos brancos.
Para quem não conhece a flor, pode parecer um pára-quedas para as sementes, tal como o dente-de-leão. Mas não é bem assim. A poupa (crista) da centáurea azul é um órgão importante para o movimento da semente, com a sua ajuda a semente consegue rastejar.
Quando está molhada o seu tamanho é reduzido, quando está seca o seu tamanho alonga-se. Desta forma conseguem dar um empurrão pequeno no solo e ao mesmo tempo rastejam.
Azálea
Na Primavera de 401 a.c. o anfitrião grego foi pelo caminho da montanha de Colchis para encontrar o Tosão de Oiro. Tribos marciais locais atacaram os conquistadores, mas todas as tentativas falharam. Os gregos ficaram contentes porque tudo lhes estava a correr de feição. Contudo, algo trágico aconteceu ao anfitrião ateniense. Alguns soldados encontraram um grande ninho de abelhas, provaram o mel e caíram inconscientes. Xinofonte, o comandante do exército descreveu o acontecimento: " Não havia nada de suspeito, mas havia muitas colmeias e todos os soldados que provaram o mel caíram inconscientes. Havia muitos soldados doentes, como se tivessem saído de uma batalha. Mas no dia seguinte ninguém havia morrido. Eles começaram a recuperar a consciência e após o terceiro e quarto dia todos eles já se sentiam melhor."
Mais tarde descobriram que os soldados comeram muito mel proveniente das flores silvestres rododendro, flor da família das azáleas. A mais famosa da família das azáleas é a azálea indiana. As suas flores estão cheias de néctar, mas o mel possui características específicas e tem alguns alcalóides perigosos.
A tradução literal do grego "azálea" significa "seco". Porque a azálea antes de florescer parece mais um arbusto com alguns ramos secos.
Durante muito tempo os botões da azálea permanecem semi-fechados, como se estivessem a esconder a beleza dos olhares das pessoas. Mas depois florescem em cores vivas. Cada pé de azálea pode conter cerca de 500 flores, que duram 18 dias. Mas todas as plantas dão flor durante dois meses, dois meses e meio.
Ninguém fica indiferente ao ver uma coroa de azáleas brancas, rosa, douradas, vermelhas ou roxas. Às vezes florescem onduladas ou abertas em forma de taça. As flores são agradáveis de olhar e alegram o coração.
Para além disso, algumas espécies de azáleas, como por exemplo uma indiana, floresce apenas na "época da morte", por isso trazem muita alegria para quem as vê. Se apanhar algumas azáleas e colocá-las num vaso elas deslumbram durante 2 semanas. As azáleas pertencem à subfamília do rododendro, à qual apenas pertencem árvores e arbustos. A forma mais conhecida da sua utilização encontra-se nos jardins paisagísticos do Japão e da China.

Lá no canto da floresta, onde habitualmente só o vento costumava passear, surgiu do chão uma pequena flor branca. Depois começaram também a surgir seis folhas serradas, como se a flor quisesse voar, ou como se quisesse dançar com o vento. Era a anémona da floresta de carvalho. Era chamada de frívola, devido à sua amizade com o vento. O vento sopra as folhas e o talo da anémona e eles tornam-se flexíveis e resistentes.
Pensa-se que são consideradas frívolas e então devem a sua vida a Adónis. Adónis era um jovem bonito e frívolo que estava enamorado por duas Deusas: uma delas era a Deusa do Submundo, Perséfona, a outra era a Deusa do amor e da beleza, Afrodite. Assim, ele passava metade do ano no Submundo com Perséfona e a outra metade do ano na Terra com Afrodite. Mas, Artemisa, a Deusa da Castidade, ficou a saber dos amores de Adónis e matou-o quando ele andava a caçar. Segundo a lenda, quando Afrodite chorava amargamente sob o seu amante morto, as flores começaram a crescer com as lágrimas de Afrodite.
Assim, a lenda dá-nos conta do aparecimento de duas flores diferentes da mesma família: Anémona e Adónis.
Está provado que o bouquet de Anémonas brancas é não só bom para a alma, como também muito eficaz para quem tem problemas de visão. O que precisa de fazer é apenas olhar para as anémonas brancas durante 10 minutos e voltará a ter uma boa visão.
Amor-Perfeito
Os três períodos da vida de uma menina chamada Ana, reflectem-se nas três pétalas coloridas do Amor-Perfeito.
Era uma vez uma menina gentil, bonita e também uma menina em quem se podia confiar, que se chamava Ana e vivia numa aldeia. Ela acreditava em tudo e encontrava sempre uma justificação para tudo o que as pessoas faziam. Mas, infelizmente, conheceu um rapaz muito sedutor, que fez com que Ana se apaixonasse por ele, através de palavras românticas e promessas. Ana amava-o. Ela vivia única e exclusivamente para o seu amor. Mas o jovem traiu-a e decidiu viajar, prometendo-lhe que iria voltar para ela, o seu amor. Ana esperou por ele toda a sua vida e cada dia que passava sofria de desgosto. Quando Ana morreu, as flores começaram a nascer. Estas flores espelhavam a esperança, a maravilha e também o desgosto de Ana. Esta é a versão russa da lenda desta flor.
Os Gregos relacionam o aparecimento desta flor com a filha do governante Ino. A filha única de Ino amava Zeus, Deus soberano na mitologia Grega. Mas a mulher ciumenta de Zeus, Hera, lançou um feitiço à rapariga transformando-a numa vaca. Zeus cultivava amores-perfeitos para a sua amante se alimentar deles. Nestas flores está implícito o triângulo amoroso. Por um lado, o amor-perfeito é comparado a uma Deusa, por outro dava esperança à rapariga que o feitiço de Hera não seria eterno.
Os Romanos pensavam que os amores-perfeitos eram pessoas que tinham sido transformadas em flores pelos Deuses, por terem espiado Afrodite enquanto ela tomava banho. Também há lendas que dizem que havia uma menina muito curiosa, de nome Ana, que espiava a vida das pessoas e depois contava ao resto da população a vida das pessoas que havia espiado à maneira dela, fosse verdade ou não.

Oh Butterfly,
Voa Butterfly,
Diga que não vai desta vez voar de mim
Venha como o arco-íris me cobrir depois da tempestade
O girar de um carrossel de um parque
No embarque da garupa de qualquer saudade.
Venha linda como a claridade de um sol tocando no canteiro,
Parecendo a própria flor da idade,
Na metade do que foi o nosso amor primeiro.
Oh Butterfly,
Voa Butterfly, diga que não vai desta vez voar de mim
Venha estrelar, Lua da manhã, céu de flambonha
Sobre os girassóis do meu jardim.
OS DIAS E AS NOITES DA MAGNÓLIA
Os dias e as noites passam por mim,
pelo caule que me acrescenta,
pela corola que me sossega.
A flor que sou nunca me cansou.
Só a pressa com que me escapo,
sem saber para quem cresco
sem lembrar de quem me pega
sem amaldiçoar quem pela raiz me arrancou
sem agradecer a quem, enfim, tardiamente me regou...
a sempre mostrar minha cara esta meu espelho, sempre empenhado a refletir por mim, como se mostrasse, o que eu não vejo..
perfumes, cores, flores de gêranios, amigavel, delicadas, para enfeitar adoçar meu dia,,,
bem não é que a alma pede é não alcança.mal sem motivo é o que hora me castiga, e ainda que dor menor mal sem mudança..
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eu vi um jovem menestrel cantar, um deleitoso grito, de uma tristeza plena serena... alegria,,,,,,,,,, como um palhaço a gritar .....alegria,,,,,,,,,,
Vem até mim, essa mulher dos olhos dóceis,
zelar-me o ego, com carinho… que é sua força
própria de quem nunca perdera o jeito moça
mesmo que a vida tão sofrida, assim lhe fosse.
.
Belos cabelos, cujo vento em vão contorce
camuflam a aura, pura e frágil como a louça…
esperançosa por reunir a paz que possa
e a liberdade, que jamais lhe foi precoce.
.
Por sua palavra até a tristeza ganha graça
sem haver tempo em que sua luz me seja escassa
principalmente, quando diante de sua face…
.
sou arrebatado de uma nudez que me devasse,…
canção de amor lançada aos céus e o vento trouxe
e que em minh’alma fez morada e tomou posse.
.
Como um fósforo a arder antes que cresça
a flama, distendendo em raios brancos
suas línguas de luz, assim começa
a se alastrar ao redor, ágil e ardente,
a dançar em arco aos trêmulos arrancos.
E logo ela é só flama, inteiramente...
Com um olhar, põe fogo nos cabelos
e com a arte sutil dos tornozelos
incendeia também os seus vestidos
de onde serpentes doidas, a rompê-los,
saltam os braços nus com estalidos.
Então, como se fosse um feixe aceso,
colhe o fogo num gesto de desprezo,
atira-o bruscamente no tablado
e o contempla. Ei-lo ao rés do chão, irado,
a sustentar ainda a chama viva.
Mas, ela, do alto, num leve sorriso
de saudação, erguendo a fronte altiva,
pisa-o com seu pequeno pé preciso.
mensagem
antes de apertar a mão de um homem, considera se um dia , não se erguerá contra ti.........omar kháyyám
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Voa Butterfly,
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