terça-feira, 16 de novembro de 2010

domingo, 14 de novembro de 2010

Todos os dias agora acordo com alegria e pena.
Antigamente acordava sem sensação nenhuma; acordava.
Tenho alegria e pena porque perco o que sonho
E posso estar na realidade onde está o que sonho.
Não sei o que hei-de fazer das minhas sensações,
Não sei o que hei-de ser comigo.
Quero que ela me diga qualquer coisa para eu acordar de novo.
Quem ama é diferente de quem é.
É a mesma pessoa sem ninguém.



por Alberto Caeiro

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/index.php?storytopic=0&storynum=20&uid=0&order=published&mode=1&start=60#ixzz15IXUpuuz
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menino plantando a vida

o gigante egoista

SÁBADO, 3 DE OUTUBRO DE 2009

O GIGANTE EGOÍSTA - OSCAR WILDE

.

As histórias tem o poder de levar-nos a tempos e espaços que nem ousamos compreender, vocês já viajaram em uma delas?Comigo aconteceu com um conto de Oscar Wilde um escritor irlandes muito conhecido por sua obra 
O Retrato de Dorian Gray, mas se dedicou também a escrever contos infantis, um deles é O Gigante Egoísta.Conheci este texto quando dava aulas na escola Terezinha Souza, a sala de leitura recebeu os livros do Programa do MEC, Literatura em minha casa, num desses livros estava este precioso conto.Lembro que lia os livros do Programa a espera do ônibus para ir a escola, esta parada era peculiar para mim, ficava em frente a uma casa com plantas e um banco de madeira igual aqueles de quintal de avó, eu sentava com os livros e perdia o ônibus!Com O Gigante egoísta, as sensações foram intensas, eu acredito que literalmente fui transportada para o jardim do gigante, posso dizer a vocês que ainda tenho a sensação maravilhosa da viagem, e cada vez que leio o conto lembro daquela tarde, e o mais interessante foi o compartilhamento com meus alunos ao chegar em sala, foi uma delícia lermos juntos a história.Depois deste dia passei a compartilhar com a turma o que lia no banco de madeira que ficava ao lado de um pé de papoulas vermelhas.
E hoje revendo algumas histórias para ler com a Sofia e o André(pequenino) me vi no jardim do gigante convidando vocês a virem também.O que acham de entrar?Terão coragem?É importante entrarem senão a Primavera não chegará!!!!


O Gigante Egoísta
Todas as tardes, ao saírem do colégio, as crianças costumavam a ir brincar no jardim do Gigante.
Era um jardim lindo e grande, com grama verde e suave. Aqui e ali, sobre a grama, apareciam flores belas como estrelas, e havia doze pessegueiros que, na primavera, abriam-se em flores delicadas em tons de rosa e pérola, e davam ricos frutos no outono. Os pássaros pousavam nas árvores e cantavam tão docemente que as crianças costumavam parar de brincar para ouvi-los.
- Como nos sentimos felizes aqui! – exclamavam elas.
Certo dia ele voltou. Ele tinha andado visitando seu amigo, o ogre da Cornualha, e ficara sete anos com ele. Depois de sete anos ele já havia dito tudo que tinha o que não tinha para dizer, já que sua conversa era limitada, e resolveu voltar para seu próprio castelo. Ao chegar, ele viu as crianças brincando no jardim.
- O que é que vocês estão fazendo aqui? – gritou ele com uma voz muito ríspida, e as crianças saíram correndo.
- O meu jardim é meu jardim – disse o Gigante. – Qualquer um pode compreender isso. Eu não vou permitir que ninguém brinque nele, a não ser eu mesmo.
De modo que ele construiu um muro alto em torno do jardim e colocou um cartaz de aviso.
OS INVASORES SERÃO PROCESSADOS!
Ele era um Gigante muito egoísta.
As pobres crianças agora não tinham mais onde brincar. Elas tentaram brincar na estrada, mas a estrada era muito poeirenta e cheia de pedras duras, e eles não gostavam. Começaram a passear em torno do muro depois das aulas, conversando sobre o lindo jardim que ficava lá dentro. "Como éramos felizes lá!", diziam uma ás outras.
Então chegou a Primavera, e por todo o país apareceram pequenas flores e pequenos pássaros. Só no jardim do Gigante Egoísta é que continuava a ser inverno. Os passarinhos não gostavam de cantar lá, porque não havia crianças, e as árvores se esqueceram de florescer. Uma vez uma flor bonita chegou a brotar, mas ao ver o cartaz de aviso ficou com tanta pena das crianças que se enfiou de volta no chão e adormeceu. Os únicos que estavam contentes eram a Neve e o Gelo.
- A Primavera se esqueceu deste jardim – eles exclamaram -, de modo que podemos viver aqui o ano inteiro.
A neve cobriu toda a grama com seu manto branco, e o Gelo pintou todas as árvores de prata. Eles convidaram o Vento do Norte para se hospedar com eles, e ele veio. Todo enrolado em peles, rugia o dia inteiro pelo jardim, derrubando as chaminés com seu sopro.
- Este lugar é ótimo – disse ele. – Nós precisamos convidar o Granizo para vir fazer uma visita.
E o Granizo apareceu. Todos os dias, durante três horas, ele matracava no telhado do castelo até quebrar quase todas as telhas, e depois corria, dando voltas pelo jardim o mais depressa que podia. Sempre vestido de cinza, soprava gelo para todo lado.
- Não entendo porque as Primavera está demorando tanto a chegar! – disse o Gigante Egoísta, sentado junto à janela e olhando para seu jardim frio e branco. – Espero que o tempo mude logo.
Mas a Primavera não apareceu, nem o Verão. O Outono trouxe frutos dourados para todos os jardins, mas nenhum para o do Gigante.
- Ele é muito egoísta – disse o Outono.
De modo que ali ficou sendo sempre inverno, e o Vento Norte e o Granizo, a Neve e o Gelo dançavam em meio às árvores.
Certa manhã, o Gigante estava deitado, acordado, na cama, quando ouviu uma música linda Soava com tal doçura em seus ouvidos que ele até pensou que deviam ser os músicos do Rei que passavam. Na realidade era apenas um pequeno pintarroxo cantando do lado de fora de sua janela, mas já fazia tanto tempo que ele não ouvia um só passarinho em seu jardim que aquela parecia ser a música mais bonita do mudo. E então o Granizo parou de dançar sobre a cabeça dele, e o Vento do Norte parou de rugir, e um perfume delicioso chegou até ele, através da janela aberta.
- Acho que finalmente a Primavera chegou – disse o Gigante. – E, pulando da cama, olhou par fora.
O que ele viu?
A visão mais bonita que se possa imaginar. Por um buraquinho no muro as crianças haviam conseguido entrar, e estavam todas sentadas nos ramos das árvores. Em todas as árvores que ele conseguia ver havia uma criança. E as árvores estavam tão contentes de terem as crianças de volta que se cobriram de flores, balançando delicadamente os galhos, por cima da cabeça da meninada. Os passarinhos voavam de um lado para outro, chilreando de prazer, e as flores espiavam e riam. Era uma cena linda, e só em um canto é que continuava as ser inverno. Era o canto mais distante do jardim, e nele estava de pé um menininho. Ele era tão pequeno que não conseguia alcançar os ramos da árvore, e ficou andando em volta dela, chorando, muito sentido. A pobre árvore continuava coberta de neve e de gelo, e o Vento do Norte soprava e rugia acima dela.
- Sobe logo, menino! – dizia a Árvore, curvando os ramos o mais que podia. Mas o menino era pequeno de mais.
E o coração do Gigante se derreteu quando ele olhou lá para fora.
- Como eu tenho sido egoísta! – disse ele. – Agora já sei porque a Primavera não aparecia por aqui. Eu vou colocar aquele menininho em cima daquela árvore, depois vou derrubar o muro, e meu jardim será um lugar onde as crianças poderão brincar para sempre e sempre.
Ele estava realmente arrependido do que tinha feito. E assim, desceu a escada, abriu a porta da frente com toa a delicadeza, e saiu para o jardim. Mas quando as crianças o viram ficaram tão assustadas que fugiram, e o inverno voltou ao jardim. Só o menininho pequeno é que não fugiu, porque seus olhos estavam marejados de lágrimas e não viu o Gigante chegar. E o Gigante aproximou-se de mansinho por trás dele, pegou delicadamente em sua mão e o colocou em cima da árvore. A árvore imediatamente floresceu, e os passarinhos vieram cantar nela; e o meniniho esticou os braços, passou-os em torno do pescoço do Gigante e o beijou. Quando viram eu o Gigante não era mais mau, as outras crianças voltaram correndo, e com elas veio a Primavera.
- Agora o jardim é de vocês, crianças – disse o Gigante. E pegando um imenso machado, derrubou o muro. Quando toda a gente começava a iro para o mercado, ao meio-dia, lá estava o Gigante brincando com as crianças no jardim mais bonito que todos já haviam visto.
Elas brincavam o dia inteiro, mas quando chegava a noite despediam-se do Gigante.
- Mas onde está seu companheirinho? – perguntou ele. - O menino que eu botei em cima da árvore.
O Gigante gostava dele mais do que de todos os outros, porque ele lhe havia dado um beijo.
- Nós não sabemos – responderam as crianças. – Ele foi embora.
- Vocês têm de dizer a ele par anão deixar de vir aqui amanhã – disse o Gigante.
Mas as crianças disseram que não sabiam onde ele morava, e que jamais o haviam visto antes. O Gigante ficou muito triste.
Todas as tardes, quando acabavam as aulas, as crianças iam brincar como Gigante. Mas o menininho de quem o Gigante gostava nunca mais apareceu. O Gigante era muito bondoso com todas as crianças, mas sentia saudades de seu primeiro amiguinho, e muitas vezes falava nele.
- Como eu gostaria de vê-lo! – costumava dizer.
Os anos se passaram, e o Gigante ficou mais velho e fraco. Ele já não conseguia brincar direito, e então ficava sentado em uma poltrona enorme, olhando as crianças que brincavam e admirando seu jardim.
- Tenho tantas flores lindas – dizia ele -, ma as crianças são as flores mais bonitas de todas.
Certa manhã de inverno, ele olhou pela janela enquanto se vestia. Agora já não odiava o inverno, pois sabia que este era apenas a Primavera enquanto dormia, e que as flores estavam descansando.
De repente ele esfregou os olhos, espantado, e olhou, e olhou, e olhou. Era por certo uma visão maravilhosa. No cantinho mais distante do jardim havia uma árvore toda coberta de flores brancas. Seus ramos eram dourados, carregados de frutos de prata, e debaixo deles estavam o menininho que ela amava.
O Gigante correu pelas escadas, com a maior alegria, e saiu para o jardim. Cruzou depressa o gramado e chegou perto do menino. E quando chegou bem perto, seu rosto ficou rubro de raiva, e ele disse:
- Quem ousou te ferir?
Nas palmas das mãos da criança estavam as marcas de dois pregos, como m haviam marcas de dois pregos em seus pezinhos.
- Quem ousou te ferir? – gritou o Gigante. – Dize-me, para que eu possa tomar de minha grande espada para matá-lo.
- Não – respondeu o menino -, pois essas são as feridas do Amor.
Quem és? – perguntou o Gigante, e quando o temor apossou-se dele, ajoelhou-se diante da criança.
A criança sorriu para o Gigante e lhe disse:
- Você me deixou, certa vez, brincar em seu jardim, e hoje você irá comigo par ao meu jardim que é o Paraíso.
Naquela tarde, quando as crianças chegaram correndo, encontraram o Gigante morto, deitado debaixo da árvore, todo coberto por flores brancas.
Nesta obra, magnificamente ilustrada por Fátima Afonso, encontramos dois dos mais belos contos escritos para a infância: O Gigante Egoísta e O Príncipe Feliz. Neles Oscar Wilde lembra-nos que só através do Amor e da Partilha podemos alcançar a felicidade e fazermos com que a Primavera chegue a todos os corações, criando o Paraíso na Terra.

Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin a 16 de Outubro de 1854. Paradigma do dandy, porta-voz do esteticismo finissecular e protagonista de escândalos, Wilde gozou de enorme reputação como escritor na pudorosa sociedade vitoriana. Em 1884 casa com Constance Lloyd e nos anos seguintes publica várias obras em Londres, entre elas O Príncipe Feliz e Outros Contos e O Retrato de Dorian Gray (edição Vega, 2000), o seu único e aclamado romance. Wilde notabilizou-se à época especialmente como dramaturgo, com peças como Lady Windermere’s Fan, A Woman of No Importance, An Ideal Husband e The Importance of Being Earnest. É também autor de ensaios como A Alma do Homem Sob o Socialismo e O Declínio da Mentira, ambos publicados pela Vega. Depois de cumprir pena por “comportamento repreensível”, abandona a Inglaterra para sempre. Reside em França, Itália, e acaba por se fixar em Paris, onde vive modestamente sob o nome de Sebastien Melmoth até à sua morte, a 30 de Novembro de 1900.

oscar wilde

http://poetas.mortos.sites.uol.com.br/oscarw.htm

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

sábado, 30 de outubro de 2010

Embala-me, embala-me,
E canta-me cantigas,
Cantigas antigas de embalar meninos.
- Que a tua voz seja um cântico
Onde a minha alma descanse
E alcance os seus destinos.
Que tenha sonhos brancos e suaves,
Aves roçando leve o meu sonhar
Embalando breve, junto a ti, sonhando.
- Ó noite velha, sem estrelas e sem lua,
Nua e tua sinto bem minha alma
Na calma de um lugar agónico e brando.
E canta, canta, meu amor, encanta
Com essa tua voz sonhada e benta,
E lenta, lenta, meu amor, tão lenta.
- Deixa correr a vida! Que importa a vida,
Se no ponto da partida
No teu canto o meu anseio se atormenta!?
António Sousa Freitas

flora figueiredo


Por Flora Figueiredo
Em 1994, fui convidada por uma editora a escrever um livro de poemas sobre as estações do ano em São Paulo.
Aceitei o desafio com grande prazer, apesar de saber que em São Paulo, as estações são indisciplinadas e irreverentes.
Elas conseguem desorganizar o calendário das probabilidades. Como poetas não costumam seguir convenções, me apaixonei pela ideia e escrevi  Estações, recém-lançado pela Editora Novo Século.
Tive o privilégio de ter o prefácio do saudoso Josué Montello, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras e recebi o aplauso de críticos, poetas e leitores.
Desse livro, escolhi os poemas sobre os Ipês , já que neste inverno essas árvores vieram com força total, intensas, frondosas, abusadamente lindas.
Minha preferência recai sobre os amarelos, lembrança do tempo em que a Avenida Paulista era enfeitada por eles.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

rascunho......

queria escrever poesias  chorar de alegria   ,uma sensação de coisa inacabada  na boca , alguma coisa de deveria fazer e não fiz : uma certa melancolia  uma tristeza  disfarçada de euforia , estou assistindo um filme  escrevendo nessa  droga de agenda que eu não sei por eu quis ganhar..........VERA  LUCIA   

quando fui chuva

............sou uma gota que escorre livre  pelo rosto e só sossega quando encontra sua boca    

sábado, 23 de outubro de 2010

campainhas

Campaínhas
Se estiver no campo e colocar uma campaínha na orelha, conseguirá ouvir a sua música. De acordo com a lenda, estas flores apareceram com o tinir dos coches que passavam nos carreiros.

Alguns botânicos dividem as campaínhas em 300 espécies. A mais conhecida é a campânula, uma flor em forma de sino e folhas redondas.

Existem pessoas que chamam outros nomes a esta flor, tais como: "tagarela", "sino", " Flor de Adão", "chaleira", "pomba", "pandeireta", " chave" e até "sabão silvestre".

De Junho a Setembro há muitas campaínhas a florescerem nos campos da Federação Russa. Contudo, encontram-se na fronteira onde há destruição e por isso necessitam de protecção. Por este motivo não colha campaínhas silvestres!

centáurea azul

Centáurea Azul
Outrora o céu repreendeu o campo de milho. Exclamou o céu :" Tudo o que vive na Terra consagra-me louvores. Os pássaros com o seu chilrear, as flores dão-me a sua fragrância e cor, as florestas sussurram-me as suas histórias fantásticas e só tu não me demonstras qualquer tipo de gratidão. E encho de água as tuas raízes para que possas amadurecer." E o campo de milho respondeu:" Eu só consigo expressar a minha gratidão desta forma. Diz-me como te poderei agradecer e cobrir-te-ei de carícias."

O Céu concordou e disse:" se não consegues chegar até mim, então eu iluminar-te-ei." E o milagre aconteceu. Centenas de flores azuis magníficas, semelhantes à cor do céu, começaram a crescer. Desde então, as plantas de colheita curvam-se perante o céu e perante as centáureas azuis com a sua gentil brisa.

O nome genérico desta flor é "centáurea".

O nome descende da criatura mítica Centauro, que curou as feridas feitas por Héracles, com a seiva da centáurea.

Na Roma antiga a centáurea era chamada de "Cyan" que significa azul. Estas flores têm este nome em honra do jovem de olhos azuis, que colheu as flores para fazer diademas e coroas de flores.

A centáurea azul chegou até nós através de dados de civilizações antigas. Na época da escavação do túmulo de Tutankhamon foram encontrados muitos tesouros. Mas a coroa de flores feita de centáureas azuis provocou um choque cultural aos arqueólogos; as flores murcharam, mas a sua forma manteve-se. Poderiam ser as flores favoritas do Faraó e a sua mulher trouxe-lhe as flores como despedida.

Mas a centáurea azul tem os seus segredos; um deles é a propagação das sementes, que conseguem mover-se. A semente é macia e luzia, semelhante à forma da semente de centeio e no topo possui uma poupa com frisos brancos.

Para quem não conhece a flor, pode parecer um pára-quedas para as sementes, tal como o dente-de-leão. Mas não é bem assim. A poupa (crista) da centáurea azul é um órgão importante para o movimento da semente, com a sua ajuda a semente consegue rastejar.
Quando está molhada o seu tamanho é reduzido, quando está seca o seu tamanho alonga-se. Desta forma conseguem dar um empurrão pequeno no solo e ao mesmo tempo rastejam.

azaléia

Azálea
Na Primavera de 401 a.c. o anfitrião grego foi pelo caminho da montanha de Colchis para encontrar o Tosão de Oiro. Tribos marciais locais atacaram os conquistadores, mas todas as tentativas falharam. Os gregos ficaram contentes porque tudo lhes estava a correr de feição. Contudo, algo trágico aconteceu ao anfitrião ateniense. Alguns soldados encontraram um grande ninho de abelhas, provaram o mel e caíram inconscientes. Xinofonte, o comandante do exército descreveu o acontecimento: " Não havia nada de suspeito, mas havia muitas colmeias e todos os soldados que provaram o mel caíram inconscientes. Havia muitos soldados doentes, como se tivessem saído de uma batalha. Mas no dia seguinte ninguém havia morrido. Eles começaram a recuperar a consciência e após o terceiro e quarto dia todos eles já se sentiam melhor."

Mais tarde descobriram que os soldados comeram muito mel proveniente das flores silvestres rododendro, flor da família das azáleas. A mais famosa da família das azáleas é a azálea indiana. As suas flores estão cheias de néctar, mas o mel possui características específicas e tem alguns alcalóides perigosos.

A tradução literal do grego "azálea" significa "seco". Porque a azálea antes de florescer parece mais um arbusto com alguns ramos secos.

Durante muito tempo os botões da azálea permanecem semi-fechados, como se estivessem a esconder a beleza dos olhares das pessoas. Mas depois florescem em cores vivas. Cada pé de azálea pode conter cerca de 500 flores, que duram 18 dias. Mas todas as plantas dão flor durante dois meses, dois meses e meio.

Ninguém fica indiferente ao ver uma coroa de azáleas brancas, rosa, douradas, vermelhas ou roxas. Às vezes florescem onduladas ou abertas em forma de taça. As flores são agradáveis de olhar e alegram o coração.

Para além disso, algumas espécies de azáleas, como por exemplo uma indiana, floresce apenas na "época da morte", por isso trazem muita alegria para quem as vê. Se apanhar algumas azáleas e colocá-las num vaso elas deslumbram durante 2 semanas. As azáleas pertencem à subfamília do rododendro, à qual apenas pertencem árvores e arbustos. A forma mais conhecida da sua utilização encontra-se nos jardins paisagísticos do Japão e da China.

anêmona

Lá no canto da floresta, onde habitualmente só o vento costumava passear, surgiu do chão uma pequena flor branca. Depois começaram também a surgir seis folhas serradas, como se a flor quisesse voar, ou como se quisesse dançar com o vento. Era a anémona da floresta de carvalho. Era chamada de frívola, devido à sua amizade com o vento. O vento sopra as folhas e o talo da anémona e eles tornam-se flexíveis e resistentes.

Pensa-se que são consideradas frívolas e então devem a sua vida a Adónis. Adónis era um jovem bonito e frívolo que estava enamorado por duas Deusas: uma delas era a Deusa do Submundo, Perséfona, a outra era a Deusa do amor e da beleza, Afrodite. Assim, ele passava metade do ano no Submundo com Perséfona e a outra metade do ano na Terra com Afrodite. Mas, Artemisa, a Deusa da Castidade, ficou a saber dos amores de Adónis e matou-o quando ele andava a caçar. Segundo a lenda, quando Afrodite chorava amargamente sob o seu amante morto, as flores começaram a crescer com as lágrimas de Afrodite. 

Assim, a lenda dá-nos conta do aparecimento de duas flores diferentes da mesma família: Anémona e Adónis. 

Está provado que o bouquet de Anémonas brancas é não só bom para a alma, como também muito eficaz para quem tem problemas de visão. O que precisa de fazer é apenas olhar para as anémonas brancas durante 10 minutos e voltará a ter uma boa visão. 

amor perfeito,,,,,,,,,,,,,,

Amor-Perfeito
Os três períodos da vida de uma menina chamada Ana, reflectem-se nas três pétalas coloridas do Amor-Perfeito.

Era uma vez uma menina gentil, bonita e também uma menina em quem se podia confiar, que se chamava Ana e vivia numa aldeia. Ela acreditava em tudo e encontrava sempre uma justificação para tudo o que as pessoas faziam. Mas, infelizmente, conheceu um rapaz muito sedutor, que fez com que Ana se apaixonasse por ele, através de palavras românticas e promessas. Ana amava-o. Ela vivia única e exclusivamente para o seu amor. Mas o jovem traiu-a e decidiu viajar, prometendo-lhe que iria voltar para ela, o seu amor. Ana esperou por ele toda a sua vida e cada dia que passava sofria de desgosto. Quando Ana morreu, as flores começaram a nascer. Estas flores espelhavam a esperança, a maravilha e também o desgosto de Ana. Esta é a versão russa da lenda desta flor.

Os Gregos relacionam o aparecimento desta flor com a filha do governante Ino. A filha única de Ino amava Zeus, Deus soberano na mitologia Grega. Mas a mulher ciumenta de Zeus, Hera, lançou um feitiço à rapariga transformando-a numa vaca. Zeus cultivava amores-perfeitos para a sua amante se alimentar deles. Nestas flores está implícito o triângulo amoroso. Por um lado, o amor-perfeito é comparado a uma Deusa, por outro dava esperança à rapariga que o feitiço de Hera não seria eterno.

Os Romanos pensavam que os amores-perfeitos eram pessoas que tinham sido transformadas em flores pelos Deuses, por terem espiado Afrodite enquanto ela tomava banho. Também há lendas que dizem que havia uma menina muito curiosa, de nome Ana, que espiava a vida das pessoas e depois contava ao resto da população a vida das pessoas que havia espiado à maneira dela, fosse verdade ou não.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


Oh Butterfly, 
Voa Butterfly, 
Diga que não vai desta vez voar de mim

Venha como o arco-íris me cobrir depois da tempestade
O girar de um carrossel de um parque
No embarque da garupa de qualquer saudade.

Venha linda como a claridade de um sol tocando no canteiro,
Parecendo a própria flor da idade,
Na metade do que foi o nosso amor primeiro.

Oh Butterfly,
Voa Butterfly, diga que não vai desta vez voar de mim
Venha estrelar, Lua da manhã, céu de flambonha
Sobre os girassóis do meu jardim.

os dias

OS DIAS E AS NOITES DA MAGNÓLIA

Os dias e as noites passam por mim,
pelo caule que me acrescenta,
pela corola que me sossega.
A flor que sou nunca me cansou.
Só a pressa com que me escapo,
sem saber para quem cresco
sem lembrar de quem me pega
sem amaldiçoar quem pela raiz me arrancou
sem agradecer a quem, enfim, tardiamente me regou...

reflexo...............

a sempre mostrar minha cara esta meu espelho, sempre empenhado  a refletir por mim, como se mostrasse, o que eu não vejo..
http://lindas-flores.blogspot.com/2008/10/glicnia.html

nuanses.............

perfumes, cores, flores de gêranios, amigavel, delicadas, para enfeitar adoçar meu dia,,,

mal sem mudança;;;; trecho de poema

bem não é que a alma pede é não alcança.mal sem motivo é o que hora me  castiga, e ainda que dor menor mal sem mudança..

do mario

do mario


van gogh

van gogh

Text Widgets

eu vi um jovem menestrel cantar, um deleitoso grito, de uma tristeza plena serena... alegria,,,,,,,,,, como um palhaço a gritar .....alegria,,,,,,,,,,

Vem até mim, essa mulher dos olhos dóceis,
zelar-me o ego, com carinho… que é sua força
própria de quem nunca perdera o jeito moça
mesmo que a vida tão sofrida, assim lhe fosse.
.
Belos cabelos, cujo vento em vão contorce
camuflam a aura, pura e frágil como a louça…
esperançosa por reunir a paz que possa
e a liberdade, que jamais lhe foi precoce.
.
Por sua palavra até a tristeza ganha graça
sem haver tempo em que sua luz me seja escassa
p
rincipalmente, quando diante de sua face…
.
sou arrebatado de uma nudez que me devasse,…
canção de amor lançada aos céus e o vento trouxe
e que em minh’alma fez morada e tomou posse.
.

Como um fósforo a arder antes que cresça
a flama, distendendo em raios brancos
suas línguas de luz, assim começa
a se alastrar ao redor, ágil e ardente,
a dançar em arco aos trêmulos arrancos.
E logo ela é só flama, inteiramente...
Com um olhar, põe fogo nos cabelos
e com a arte sutil dos tornozelos
incendeia também os seus vestidos
de onde serpentes doidas, a rompê-los,
saltam os braços nus com estalidos.
Então, como se fosse um feixe aceso,
colhe o fogo num gesto de desprezo,
atira-o bruscamente no tablado
e o contempla. Ei-lo ao rés do chão, irado,
a sustentar ainda a chama viva.
Mas, ela, do alto, num leve sorriso
de saudação, erguendo a fronte altiva,
pisa-o com seu pequeno pé preciso.

monet

monet

mensagem

antes de apertar a mão de um homem, considera se um dia , não se erguerá contra ti.........omar kháyyám

monet

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