sábado, 30 de outubro de 2010

flora figueiredo


Por Flora Figueiredo
Em 1994, fui convidada por uma editora a escrever um livro de poemas sobre as estações do ano em São Paulo.
Aceitei o desafio com grande prazer, apesar de saber que em São Paulo, as estações são indisciplinadas e irreverentes.
Elas conseguem desorganizar o calendário das probabilidades. Como poetas não costumam seguir convenções, me apaixonei pela ideia e escrevi  Estações, recém-lançado pela Editora Novo Século.
Tive o privilégio de ter o prefácio do saudoso Josué Montello, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras e recebi o aplauso de críticos, poetas e leitores.
Desse livro, escolhi os poemas sobre os Ipês , já que neste inverno essas árvores vieram com força total, intensas, frondosas, abusadamente lindas.
Minha preferência recai sobre os amarelos, lembrança do tempo em que a Avenida Paulista era enfeitada por eles.

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do mario

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van gogh

van gogh

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eu vi um jovem menestrel cantar, um deleitoso grito, de uma tristeza plena serena... alegria,,,,,,,,,, como um palhaço a gritar .....alegria,,,,,,,,,,

Vem até mim, essa mulher dos olhos dóceis,
zelar-me o ego, com carinho… que é sua força
própria de quem nunca perdera o jeito moça
mesmo que a vida tão sofrida, assim lhe fosse.
.
Belos cabelos, cujo vento em vão contorce
camuflam a aura, pura e frágil como a louça…
esperançosa por reunir a paz que possa
e a liberdade, que jamais lhe foi precoce.
.
Por sua palavra até a tristeza ganha graça
sem haver tempo em que sua luz me seja escassa
p
rincipalmente, quando diante de sua face…
.
sou arrebatado de uma nudez que me devasse,…
canção de amor lançada aos céus e o vento trouxe
e que em minh’alma fez morada e tomou posse.
.

Como um fósforo a arder antes que cresça
a flama, distendendo em raios brancos
suas línguas de luz, assim começa
a se alastrar ao redor, ágil e ardente,
a dançar em arco aos trêmulos arrancos.
E logo ela é só flama, inteiramente...
Com um olhar, põe fogo nos cabelos
e com a arte sutil dos tornozelos
incendeia também os seus vestidos
de onde serpentes doidas, a rompê-los,
saltam os braços nus com estalidos.
Então, como se fosse um feixe aceso,
colhe o fogo num gesto de desprezo,
atira-o bruscamente no tablado
e o contempla. Ei-lo ao rés do chão, irado,
a sustentar ainda a chama viva.
Mas, ela, do alto, num leve sorriso
de saudação, erguendo a fronte altiva,
pisa-o com seu pequeno pé preciso.

monet

monet

mensagem

antes de apertar a mão de um homem, considera se um dia , não se erguerá contra ti.........omar kháyyám

monet

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